Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria de Assistência Social

e Direitos Humanos do Governo do Estado do Rio de Janeiro | Disque Cidadania LGBT: 0800 023 4567

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

“O grau civilizatório de um país se mede a partir do trato da população LGBT”, diz Secretário Nacional de Segurança Pública

Evento que discute segurança para LGBT começou no dia 8 e prossegue até dia 11 no Hotel Guanabara e conta com policiais, autoridades e ativistas de todo o Brasil

“Pela Defesa da Dignidade Humana”. Este é o tema do II Seminário de Segurança Pública para LGBT que ocorre na cidade do Rio até a próxima quinta-feira (11). O objetivo do evento é promover um diálogo entre o poder público, especialmente no âmbito da segurança, com a sociedade civil organizada a fim de produzir políticas públicas que promovam a cidadania de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.

“Este evento, promovido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública já pode ser considerado como um marco histórico e deve ser admirado por assumir uma causa impopular, no meio de tanto ranço de direita que vem contaminando a população brasileira. Devemos sempre ter em mente que a democracia antes de ser um regime da maioria, ela é um regime das minorias”, afirma o Secretário Nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri.

Para o Secretário de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos do RJ, Ricardo Henriques , “é preciso que os estados construam a questão dos direitos humanos como referência de sua pauta. Precisamos conjugar a segurança pública e direitos humanos; selar esta parceria”.



A mesa de abertura contou com a presença de autoridades como o Secretário Municipal de Turismo, Antônio Pedro; o Diretor-adjunto do Departamento de HIV/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Eduardo Barbosa; a Secretária de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Lena Peres; e a Sub-Secretária de Ensino e Programa de Prevenção da Secretaria de Estado de Segurança Pública do RJ, Jéssica Oliveira.

O Superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria Estado de Assistência Social e Direitos Humanos do RJ, Cláudio Nascimento, que também esteve presente à mesa de abertura entregou o símbolo maior do Movimento LGBT – a bandeira do arco-íris – nas mãos do Secretário Nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri. “É uma honra para o Rio receber, pelo segundo ano consecutivo, o Seminário de Segurança Pública para LGBT. O evento confirma que a conjugação política-LGBT-polícia é possível!”, salienta Nascimento.

A solenidade de abertura contou com a participação da travesti Ângela Leclery, interpretando o Hino Nacional e da Big Band 190 da Polícia Militar do RJ. Alguns operadores de segurança (guardas municipais, policiais civis e militares) assumiram publicamente (incluindo as corporações) sua homossexualidade. Até o dia 11 serão realizadas mais palestras, mesas e grupos de trabalho sempre cruzando as bases do tripé política-LGBT-polícia, citado pelo Superintendente Cláudio Nascimento.

O II Seminário de Segurança Pública para LGBT é uma realização da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e conta com o apoio da Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos do RJ.

Travesti não é bagunça!

Luana Muniz e convidadas estrelam espetáculo “Esquinas” e apresentam um pouco do brilho noturno das donas das encruzilhadas cariocas

Orla de Ipanema. Casa de Cultura Laura Alvim. A travesti Luana Muniz leva ao palco do renomado teatro um pouco da vida da Lapa. Sem hipocrisia e vitimismos baratos, a mais nova Madame Satã da boemia carioca demonstra em cena as dores e as delícias de ser uma travesti. “Esquinas”, além de ser uma resposta à leitura do programa Profissão Repórter de demonização das travestis, deve ser encarado como a materialização da multiplicidade da arte no palco, da vida na arte e vice-versa.

E é assim a primeira cena: a diva Lorna Washington encarnando a cena de Luana Muniz com seu bêbado “global” e o famoso tapa na cara dele seguido do bordão “Tá pensando que travesti é bagunça?”. Neste momento o palco escurece e Luana surge por detrás do público vestida com roupa de santo e, em punho, um genuíno adjarin (sineta de metal, utilizada por candomblecistas e umbandistas para evocar entidades).



As batidas fortes dos atabaques rufam ao ponto de “O sino da igrejinha faz blem, blem, blom. Deu meia noite o galo já cantou...” Luana sobe ao palco e reina em meio a algumas representações de exus, como pombogira, malandro, tranca-rua etc. Ela dança com todos. Ela é de todos. Fica nítido, com os Arcos da Lapa compondo o cenário, que ela, Luana, e seus exus são definitivamente os donos da esquinas.

“A concepção do espetáculo é mostrar uma outra travesti. É confrontar esta perspectiva difundida de que a travestilidade tem que estar necessariamente ligada à prostituição e nada mais. Além do meio fio, elas possuem vida e produzem arte”, explica o coordenador-geral do projeto Autorretrato Laura Di Vison do qual “Esquinas” faz parte, Almir França.

Desaquendar a gira

Lorna Washington entra em cena com a missão, como ela mesmo diz, de “desaquendar a gira” pesada que Luana deixou pelos palcos e em um número pra lá de divertido faz a limpeza do palco ao som de “Sai de mim encosto, sai, sai, sai, que vc só vive pra me perturbar...”, de Bezerra da Silva.

“Nosso maior cartão postal, o Cristo Redentor está sempre de braços abertos para os cariocas, sem ligar se é branco, preto, gay, lésbica ou travesti. O Rio é a esquina do mundo”, orgulha-se Lorna.

Outros números, novas surpresas

De fato. A arte das travestis brilhava no palco como todos os Swarovski utilizados em seus figurinos. Dublagens foram realizadas de forma impecável, como a de Anita Baker, por Luana Muniz; Whitney Houston, por Alexia Brasil e Débora Cox, por Angel. Paula Braga e Yone Karr apostaram em relíquias nacionais, como Nação, de João Bosco, Aldir Blanc e Paulo Emílio; e É d’Oxum, de Gerônimo e Vevé Calasans.

A 15ª Parada do Orgulho LGBT, que acontece dia 14 de novembro, é patrocinada pelo Governo do Estado do RJ, através da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos e Petrobrás. Também conta com o apoio da Secretaria Estadual de Cultura e de Saúde e Defesa Civil; além das Secretarias Municipais de Turismos (Riotur), Cultura e Saúde e Defesa Civil; e da Locanty.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Cercada de amigos e amigas, Lorna Washington estrela a 2ª noite do Projeto Autorretrato Laura Di Vison

Show Dama da Noite aconteceu na quarta (3/11) na Casa de Cultura Laura Alvim

Uma noite de festa, diversão e celebração da amizade. Esse foi o tom do segundo show do projeto Autorretrato Laura Di Vison – Dama da Noite, que reuniu no palco da Casa de Cultura Laura Alvim as artistas Rose Bombom, Nepopô, Rosa New York, Desiree, Kimily Hanner e as doors Isabelita dos Patins (em participação especial), Carla Coqueiro, Luiza Moon e Núbia Pinheiro, todas para homenagear uma das maiores transformistas da noite carioca: Lorna Washington.

“Estar aqui hoje, para mim, é um reconhecimento ao trabalho que venho fazendo em todos esses anos. Tudo o que faço é com total entrega – nem penso na repercussão, só quero fazer o melhor. Me sinto contente e realizada em poder mostrar minha arte para mais e mais pessoas”, disse Lorna. Rose Bombom, amiga de longa data, resumiu sua participação no show: “sou fã de Lorna. É uma honra dividir o palco com ela”.



Outra amiga, Isabelita começou dizendo que “a melhor maneira de explicar a minha presença nesta homenagem é cantando os versos da canção Se todos fossem iguais a você. Estou aqui de coração e alma, pois Lorna é um exemplo de solidariedade e integridade. Ela é tudo de bom!”, brincou Isabelita.



Dama da Noite mostrou o camarim de um teatro onde Lorna revisitava sua trajetória artística através de números e canções. Rose Bombom era a divertida camareira, sempre pronta para ajudar e, claro, fazer suas gags. Nepopô, Rosa New York, Desiree e Kimily Hanner trouxeram brilho para o espetáculo com suas belíssimas performances. O público pode também conferir Lorna interpretando textos de poetas como Clarice Lispector, Cecília Meirelles e Castro Alves.

Hoje (4/11) é a vez de Luana Muniz e convidadas estrelarem “Esquinas” na Casa de Cultura Laura Alvim, a partir das 20h em Ipanema. Amanhã, Suzy Brazil e Rose Bombom reapresentam “Ao Sair Deixe Suas Lágrimas”, no mesmo local e horário. Não percam!

A 15ª Parada do Orgulho LGBT é patrocinada pelo Governo do Estado do RJ, através da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos e Petrobrás. Também conta com o apoio da Secretaria Estadual de Cultura e de Saúde e Defesa Civil; além das Secretarias Municipais de Turismos (Riotur), Cultura e Saúde e Defesa Civil e Locanty.

Humor rasgado marca 1º dia do Projeto Autorretrato Laura Di Vison

Rose Bombom e Suzy Brazil estrelam espetáculo Ao Sair Deixe Suas Lágrimas com a Sala Baden Powell lotada, ontem (27/10)

Gargalhadas sonoras poderiam ser ouvidas no primeiro andar da Sala Baden Powell, em Copacabana. Eram as talentosíssimas Suzy Brazil e Rose Bombom arrancando risadas da plateia com sua comédia hilária e provocante. As drags sempre recorriam à atualidade para colocar um pouco de acidez nas afiadas piadas, como o divertido tesão pelo Capitão Nascimento, de Tropa de Elite; a campanha de Dilma Rousseff (presidenciável) e as peripécias das personagens Beth Gouveia, Chiara e Totó, de Passione.

A caricatura deu o tom do espetáculo. “Esse menino batia recorde de meinha quando brincava de pique-esconde com os coleguinhas”, disparava Suzy em uma cena. Em outra, a drag soltava: “Me senti tão constrangida porque todo mundo que passava me dava uma dedada; parecia uma lata aberta de leite condensado”. E os expectadores iam ao delírio...



Outras esquetes foram apresentadas. Uma mais engraçada do que a outra. Rose Bombom encarna uma apresentadora de programa culinário: “Sou a Tia Rose e estou aqui para dar dicas para quem mora em kitnet que não cabe nem um microondas”. O programa se chamava Come-come com a Tia Rose, onde a drag ensinava a preparar um sanduíche natural e tropical com meio pote de pimenta virado, praticamente, junto com o Guaraná Jesus.

Terceira idade presente
Senhoras. Muitas senhoras ocuparam boa parte das poltronas da Sala Baden Powell. Os números de interpretação, como o de Paula Braga dublando Maria Bethânia, com a seu Reconvexo e o de Rose Bombom e Karina Karão no hilariante Ensaboa, de Marisa Monte, levaram boas lembranças para as idosas e toda a plateia. Foi uma boa e divertida noite de quarta-feira.

A 15ª Parada do Orgulho LGBT é patrocinada pelo Governo do Estado do RJ, através da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos e Petrobrás. Também conta com o apoio da Secretaria Estadual de Cultura e de Saúde e Defesa Civil; além das Secretarias Municipais de Turismos (Riotur), Cultura e Saúde e Defesa Civil.

Show de drags abre com chave de ouro a programação da 15ª Parada do Orgulho LGBT-Rio

Teatro Carlos Gomes é palco de uma série de números de grandes artistas da cena LGBT

Com casa lotada e a presença da Secretária Municipal de Cultura, Ana Luisa Lima, o Grupo Arco-Íris deu início a extensa programação que fará parte da 15ª Parada do Orgulho LGBT-Rio. O show contou com renomadas drag queens da noite carioca e levou a plateia ao delírio com interpretações, performances e humor. O Superintendente de Direitos Individuais Coletivos e Difusos da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, Cláudio Nascimento também esteve presente ao evento.

“Muito me orgulha ver o Grupo Arco-Íris, depois de 16 anos de ativismo e há 15 realizando o terceiro maior evento desta Cidade Maravilhosa: a Parada LGBT, com tanto dinamismo e fluidez. A Parada acaba de debutar e segue para sua maioridade, mais madura e fortalecida no sentido de comunidade. É importante que a gente se perceba além de nós mesmos e que façamos uma grande rede de combate à homofobia no estado do RJ e no Brasil”, orgulha-se o Superintendente Cláudio Nascimento logo no início do espetáculo.



O presidente do Grupo Arco-Íris, Julio Moreira, lembrou ao público de que a cada 2 dias, um homossexual é assassinado em virtude de sua orientação sexual; além da negação de 78 direitos aos homossexuais que os casais héteros possuem. “Temos sempre que ter em mente que a Parada não é uma micareta e sim uma forma de se fazer política alegre e colorida, sem perder o tom de reivindicação de direitos civis. Com a chegada do 2º turno, temos que ter consciência de nosso voto”, ressalta.

Papo de camarim
Com 30 anos de carreira e com um currículo internacional de dar inveja, é a primeira vez que a travesti Luana Muniz pisa no palco do Teatro Carlos Gomes e se diz não reconhecida pelo que faz. “Por ser uma profissional do sexo, sempre fui boicotada pelas demais”. Perguntada de como enxergava a participação de uma única travesti no meio de drag queens, ela não titubeia: ”Aqui sou uma artista; não tenho sexo ou sexualidade”.

Interpretar a obra-prima “O bêbado e a equilibrista”, de João Bosco e Aldir Blanc na voz de Elis Regina não é para qualquer uma. E é Paula Braga que interpreta numa linda performance de Charles Chaplin que tem seu cume numa transformação em Clara Nunes, em cena. “É importante mostrarmos que fazemos algo além do oba-oba. As pessoas não conhecem o que a gente faz; nosso trabalho; nossa arte. É uma grande oportunidade!”, finaliza a drag enquanto se maquia no camarim.



Prevenção
Mais de 500 kits de prevenção de HIV/Aids e outras DSTs foram distribuídos na entrada do Teatro Carlos Gomes. Os kits continham 4 camisinhas; 1 gel lubrificante à base d’água; 1 livreto com explicações sobre as hepatites B e C; 1 porta-camisinha com instruções de uso; e 1 flyer orientando sobre o teste de HIV. “No ano passado distribuímos 750 mil preservativos em toda a programação da Parada. Este ano, já conseguimos 350 mil, porém nossa meta é distribuir 1 milhão de camisinhas e bater o recorde de maior ação de prevenção de HIV/Aids”, entusiasma-se o médico infectologista e coordenador da ação de prevenção da Parada, Dr. Jorge Eurico.

Lésbicas e mulheres bissexuais também tiveram sua vez. A coordenadora do projeto “Laços e Acasos: Mulheres, Desejos e Saúde”, do Grupo Arco-Íris, Marcelle Esteves revela que 500 “sainhas” – protetor para sexo oral entre mulheres –, com instruções de uso, foram distribuídas para os presentes. “O material é feito de látex e é 0,05 mm mais fino do que a camisinha masculina. Pode ser utilizado por qualquer público, porém foi fabricado para atender esta necessidade de lésbicas e mulheres bissexuais, uma vez que não existe, ou melhor, não existia material específico para este público”, explica a também assistente social.

A 15ª Parada do Orgulho LGBT é patrocinada pelo Governo do Estado do RJ, através da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos e Petrobrás. Também conta com o apoio da Secretaria Estadual de Cultura e de Saúde e Defesa Civil; além das Secretarias Municipais de Turismos (Riotur), Cultura e Saúde e Defesa Civil.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Cláudio Nascimento debate com Silas Malafaia sobre o PLC 122 na Rádio Globo

O Superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria Estadual e Assistência Social e Direitos Humanos, Cláudio Nascimento participou do debate sobre o PLC 122/06, que criminaliza a homofobia no Brasil, no dia 20/10 na Rádio Globo. A discussão também contou com a participação do Pastor Silas Malafaia – um dos principais opositores do projeto de lei. Confira!